Hoje �



19/01/2007 14:14
Sonho com o aborígene mais uma vez.
Sou o que penso, penso o que vivo e vivo o que os olhos me permitem ver.
O prazo se esgotou; Abro as janelas acendo um cigarro e desligo o ventilador, o silêncio. Hoje é o dia da grande mudança, o dia que escolho para enxergar o ponto de mutação.
Alguns dias atrás estava sentado em frente ao mar sozinho quando tive aquela sensação novamente; É um pouco difícil de explicar! Imagine enxergar uma orquestra com todos os seus detalhes no encontro do mar com a areia, do sol com as ondas, do vento nas folhas, como se por alguns instantes o mundo perdesse seu segredo. Sou iterrompido pelo holandês a procura de um isqueiro.
Eu realmente aprecio as pessoas que conseguem olhar dentro dos meus olhos. "Não existe o tempo perdido" ele afirmou com um português engraçado; "Conecte-se com o resto, você não é algo separado do universo que o cerca; para isso não existe esforço, a força do mundo é muito maior do que você, apenas feche os olhos e deixe-a entrar".
Espontâneo o sorriso pela convicção das suas palavras; as pessoas que cruzam nossos caminhos tem poderes para mudar as direções apenas usando da verdade; provavelmente nunca o verei novamente.
Não quero mais pensar, quero apenas sentir.
O aborígene mantém um olhar sarcástico a beira da minha cama, digo que o comprimentarei a próxima vez que vê-lo.
Há um sinal iminente.

enviada por bleep






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