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03/12/2006 16:27
Inferno astral.
O dia não tem fim.
Durmo e acordo com a sensação de que estou no tempo errado. Sinto um incomodo constante, um estado de confusão, não consigo enxergar as coisas com a clareza de antes e pior que isso não consigo identificar o ponto aonde erro. A minha impressão é que estou perdido com a minha própria verdade, não tenho conseguido me concentrar e sair do jogo. As coisas eram mais simples tempos atrás.
Penso e só consigo definir que algo aconteceu durante o tempo que estive fora, lembro do dia em que fui pra são paulo com o Leandro, ali perdi o fio da paz.
Continuo andando sobre os ovos, a minha essência restringe a responsabilidade a min mesmo, tento ao máximo estipular meus limites sem invadir o espaço de ninguém, mais cada dia isso se torna mais difícil. Somos pessoas completamente diferentes, de universos opostos e com ideais que não se encontram, tenho muita vontade de ensinar por acreditar que a minha verdade está mais bem encontrada mais isso não é uma escolha minha e além do mais cada um tem o mesmo direito que eu de ser fiel aos seus conceitos.
O que me confunde mesmo agora é que não consigo me manter firme nas minhas idéias, havia muito tempo que eu não me sentia perdido como tem acontecido frequentemente. É como se eu tivesse regredido no que eu acredito, achei do fundo do meu coração que já havia ultrapassado esse step. Acredito que as pessoas são iguais em valor e quero tirar o melhor de todo mundo sempre, do mendigo da praça da luz ao filhinho de papai que ainda não entendeu que somos todos apenas um, essa consciência seria suficiente para que eu me mantesse em pé o tempo todo, right?!
tenho vontade de fechar os olhos e manter eles assim até que esse momento chegue ao fim. Lembro que as coisas mudam rápido, o desenho é sempre diferente, nenhuma gota d'água passa duas vezes pela mesmo pedra no rio da vida. Nesse momento isso serve de conforto.
James blunt, apago a luz e lembro de quando eu cheguei aqui.
No mundo, existem outras formas de pensar Lucas!
E o que determina essa diferença é um ítem meramente geográfico.
Como eu seria se tivesse nascido na Irlanda ou na Índia? Se meus genes tivessem desabado em Pequim ou em Trindade, será que ainda assim eu seria o mesmo Lucas? Se tivessem me ensinado coisas diferentes, gostos ou cores por outros nomes?
Se eu tenho o livre arbítrio pra criar a minha vida da forma que eu queira, que eu cria sempre o melhor possível. Que alguma força boa que exista no universo me ajude a praticar o que seja sempre bom para min e para os outros que me cercam, que eu consiga sempre arrancar o sorriso mais puro daquele que antes eu fazia qualquer tipo de julgamento. Que eu consiga me fazer entender sempre na lingua daquele que me escuta. Que eu NUNCA MAIS sinta o chão desaparecer sob meus pés, que eu lembre que não existe razão alguma pra isso.
Consigo, porque tenho um objetivo!
mais alguns dias apenas.
enviada por bleep
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