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30/05/2005 23:15
"Quem já não se perguntou: sou um monstro ou isso é ser uma pessoa?". Perdido entre imagens e frases que insistem em martelar a minha cabeça, acabo por encontrar comigo mesmo escondido no cantinho mais infímo da minha alma. Somos imperfeitos por completo, lutamos por coisas que não sabemos se acreditamos e brigamos, com deus se necessário, para nos provar conceitos incertos... ...orgulho.
É uma dor que te aperta, faz você virar uma bolinha no chão e espreme as suas lagrimas mais sofridas. Dor da diferença, a certo ponto, visívelmente inevitável. Dor que não acaba, não sossega, perturba. E agora que você foi embora, e tão rápido se reassentou, com quem vou pegar um trem para aquela cidade escondida entre as montanhas que não sai da minha cabeça? Por quem vou rezar antes de dormir e lembrar quando despertar? Como vou escutar aquele cd, que tanto gosto, sem associá-lo a você? Como vou amar outra pessoa se desaprendi o significado do amor próprio?! Acreditei, como um cego, nas suas palavras sujas e enfreitei certas coisas as quais me arrependo amargamente. Esqueci que sou uma pessoa pura e quase me corrompi por culpa dos seus erros! E agora, sinto o tempo esmagado como uma folhinha de papel e jogado em uma lata de lixo qualquer; no fim, tudo foi em vão, tudo, e é isso que me dói; Cada momento foi apagado pelos seus atos, e nada de bom restou, somente a dor. Dor da perda, da perda de uma refêrencia, da perda de um amigo, da perda do significado de muita coisa, da perda da fé que eu tinha em você.
Eu cometi erros, quase que imperdoáveis, com a minha pessoa. Me desculpe.
enviada por bleep
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