Hoje �



27/09/2004 17:23
E os dias se passam rápido. Desculpem a sumida, mais infelizmente não tenho conseguido visitar os bligs dos brothers, na verdade não tenho conseguido sequer atualizar. Ainda não consegui definir se é falta de tempo ou de paciência, já que meus dias ultimamente tem sido bem diferentes dos normais, acho que eles passam mais rápido do que eu gostaria.
Muita informação pra pouca página e pouquíssima paciência. Definitivamente não tenho como resumir, assim de supetão, os dias que não foram ainda contados aqui. Mais posso dizer que eles foram diferentes, intensos, reveladores e estimulantes em relação a tudo, tudo mesmo da minha vida.
Descobri uma coisa que não havia percebido ainda, muito óbvia e muito engraçada. Sempre achei que quanto mais velho fosse mais seguro e confiante eu seria também, achei que quando envelhecesse seria completamente diferente do que sou hoje, não teria certos medos e saberia exatamente os caminhos quais eu deveria seguir. Vi por outros olhos que isso nunca irá acontecer, ao menos não da forma como eu via. Quanto mais se sabe, menos se conhece mesmo.
Sensibilidade é uma coisa engraçada, porque ou se tem ou não. Não se pode ensinar ou lapidar essa característica que pode ser negativa ou positiva dependendo do controle. Ouvi uma vez alguém me falando que se não sentisse as coisas boas consequentemente não sentiria as ruins e que era a melhor forma de encontrar a felicidade. Me digam, como alguém pode ser feliz sem sentir as coisas?
7 meses de Brasília, seis meses de empresa, 3 meses de namoro, o tempo voa!!! Tudo aqui me parece ainda novo, me sinto ainda em período de adaptação, engraçado é que houveram cidades que eu morei exatamente o mesmo tempo nessa minha vida de cigano, e observando hoje, vejo que não tive tempo nem de me adaptar quanto mais de viver o local, como imaginava. Vivendo e aprendendo.
Ultimamente, não sei se devido aos meu problemas no trampo, tenho pensado muito no futuro. Não consigo ter certeza se estou fazendo as escolhas certas e se estou correndo atrás como deveria dos meus objetivos, fico quebrando a cabeça quando a encosto, a noite, no travesseiro, tentando encontrar soluções e saídas que me pareçam mais seguras ou confiáveis. Mais sempre chego a conclusão que essas não existem mesmo.
Esses dias, não sei bem o motivo também, pensei muito na minha infância, infância mesmo, tipo antes dos 8 anos. Lembrei de situações, pessoas, lugares, senti aromas e sensações que me trouxeram uma sensação triste de distância. O tempo vai passando e algumas memórias se tornam escassas, assim como essas mesmas pessoas, lugares e situações que, pelo menos pra min, são hoje mais inatingíveis do que as memórias.
Dentre todas as possibilidades me desencorajo por não enxergar com precisão o futuro. Desumano seria sim não ter dúvidas, claro, mas não funciono na base da incerteza. Queria ter convicção de algo, que fosse uma religião qualquer, alguém para culpar se eu fizer as escolhas erradas...
...Estou tentando construir estabilidade por todos os lados. Será que estou tentando direito?!
“...come si può non credere ai poeti...?”



enviada por bleep






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